Em tempos de coronavírus, coisas inteligentes para fazer

(Foto: Aron Visuals/ Unsplash)

Em casa sim, parada nunca.

A rotina e os bons hábitos produzem equilíbrio em meio aos desafios do momentos.

Neste tempo entre parênteses – expressão usada com tremenda felicidade pelo escritor e jornalista Sérgio Rodrigues para definir estes dias de isolamento -, preencher os dias livres com coisas úteis aumenta a nossa energia e o nosso sentimento de realização.

Manter-me ocupada diminui as possibilidades de perder o ânimo.

Segundo a consultora Marina Carli de Moraes, os pilares físico, mental e espiritual nos auxiliam a investir o nosso tempo com mais sabedoria.

De acordo com a especialista, para manter um equilíbrio e ganhar qualidade de vida precisamos fazer exercícios, consumir conteúdos de qualidade e cuidar da nossa espiritualidade.

O que eu tenho feito durante a quarentena:

Para o CORPO

– Aula de ioga da Bionathus

Link: https://bit.ly/39hTRXz

– Aula de body balance
Links: https://bit.ly/2UGdnaP e https://bit.ly/3aqUcbI

Práticas que estimulam o centramento e o enraizamento, reduzindo a ansiedae.

Para a MENTE

Quarentena Literária

“Se eu estudo, o único aprendizado que procuro é aquele que me diz como conhecer a mim mesmo”, filosofou o escritor francês Michel de Montaigne.

Uma plataforma gratuita para escritores e amantes da leitura, com conexão e literatura para os dias de isolamento.

Encontros literários gratuitos com autores do Grupo Editorial Record, editores e críticos literários. Fique em casa e aproveite para ler e debater com escritores consagrados. 

Casa do Saber

Descola

Para o ESPÍRITO

– A importância da rotina e de bons hábitos

Nesta live você aprenderá a importância e o efeito que a rotina e os hábitos têm na sua vida. Um tema fundamental para períodos em que as pessoas devem ficar em casa ou têm mais tempo para refletir sobre a vida.

Link: https://bit.ly/3aqddv9

– Fórmula para saúde e felicidade

Saúde e felicidade é algo que todos buscam. Mas é possível alcançá-las? Nesta live aprenda o passo a passo para atingir este objetivo.

Link: https://bit.ly/2JgYZ3P

– Mantenha sempre a esperança

A fé em Deus é algo fundamental para manter a esperança em tempos difíceis. Nesta live você aprenderá como fazer para acreditar num futuro brilhante mesmo em meio às adversidades.

– As leis de Aço – parte 2

Segunda parte da série sobre o livro As Leis de Aço escrito pelo Mestre Ryuho Okawa.

– Liberte-se da ansiedade

Como parar de sofrer em meio a tantos pensamentos negativos ou medos? Nesta live você aprenderá como fazer para se libertar disso.

– A Mente inabalável

Nesta live aprenda como desenvolver uma mente inabalável que não se desespera mesmo perante às dificuldades da vida.

– Poder de cura

O poder de cura está dentro de você. Através do controle dos pensamentos e das emoções é possível viver uma vida feliz, saudável e tranquila.

Para os OUVIDOS

Podcasts são boa companhia para os dias de isolamento.

Um Milkshake Chamado Wanda (sempre escuto para caminhar)

Notícias, fofocas, opiniões e bom humor sobre o mundo do entretenimento e a da cultura pop servem de munição para as doses semanais deste podcast . Toda quinta-feira, às 13:17, Phelipe Cruz, Samir Duarte e Marina Santa Helena comentam os acontecimentos mais legais do showbiz.

Filhos da Grávida de Taubaté (comecei a escutar há pouco tempo)

Podfalar

Um podcast com bacharelado em happy hour, mestrado em séries e livros e PhD em palpites e pitacos.

Mamilos

Um podcast semanal que busca nas redes sociais os temas mais debatidos (polêmicos) e traz para mesa um aprofundamento do assunto com empatia, respeito, bom humor e tolerância. Apresentam os diversos argumentos e visões para que os ouvintes formem opinião com mais embasamento. Vai ao ar todas as sextas final do dia.

É Noia Minha?

Podcast sobre noias de @cafremder e convidados. 

Café da Manhã

Estamos bem

Durma com essa

Ouça sobre o fato mais instigante do dia — e que pode continuar a ecoar por aí. De segunda a quinta, no fim da tarde, começo da noite, este podcast traz a notícia de um dia que não acaba aqui.

Fora da Curva

Bobagens Imperdíveis
O podcast de Aline Valek, de Brasília, carrega na construção da narrativa uma cadência literária apaixonante. Vale como conteúdo curioso e também para observar a maneira como ela compõe a história. Ela traz temas curiosos, entrevista pessoas e amarra tudo isso de uma maneira singular. Ao ouvi-la, o sentimento é de estar escutando um amigo contando algo muito interessante, que você não interrompe e faz questão de acompanhar até o final. E assim ela conta, por exemplo, sobre um fotógrafo de tubarões. Mas tudo, através dela, ganha ares de saga. E é isso que, pra mim, torna esse podcast tão bacana.

45 do primeiro tempo
Idealizado e apresentado pelo jornalista Patrick Santos, o podcast nasceu a partir do livro de mesmo nome. Na obra, Patrick conta sobre seu período sabático, um tempo para repensar a própria vida e as escolhas de um jeito singelo e simples – ele não fez uma viagem pelo mundo, mas se redescobriu caminhando pelas ruas do bairro e percebendo o que, antes, era invisível para seus olhos. O podcast traz conversas com pessoas inspiradoras, da executiva que precisou se redescobrir depois de uma demissão ao profissional do mercado financeiro que redefiniu sua vida por meio da meditação. 

Para VER

– Provocações

Comandada por Marcelo Tas, revisita o formato de entrevistas, porém com mais interatividade e tecnologia. O programa conta com quadros inéditos e com forte participação do público por meio das redes sociais.

Roda Viva

O programa proporciona reflexões não só da realidade brasileira e mundial, como do próprio jornalismo e dos jornalistas, por meio da apresentação de ideias, conceitos e análises sobre temas de interesse da população, em um espaço raro na televisão.

Diário de um confinamento

Sim, estamos vivendo uma crise mundial! O maior desafio de saúde do século. Parecem inacreditáveis as notícias com as quais nos deparamos por todos os lados.

O mundo todo está sofrendo com os impactos causados pelo COVID-19, o coronavírus, que pode durar semanas, ou mesmo meses, não sabemos.

O que, no começo, parecia distante da gente, agora nos faz perceber que não existe aqui e nós e eles. Estamos todos conectados, interligados, juntos.

Existem correlações entre todos nós. Não importa de que países provimos, que língua falamos e qual é a cor da nossa pele. Todos, igualmente, contraímos doenças, sentimos o mesmo medo e morremos do mesmo jeito.

Uma frase de Buda já dizia, há 2.600 anos: “Não há nada seguro neste mundo”. Não precisamos entrar em pânico, a vida sempre foi assim. É tempo de reflexão e responsabilidade coletivas.

O isolamento é difícil. Para mim, estar em casa é sinônimo de desemprego, doença ou férias. A incerteza é assustadora, mas nós superaremos mais essa. Sempre, importante lembrar, juntos.

Vamos aproveitar essa pausa forçada para cuidar da gente. Para alimentar nossa alma, recuperar forças, encontrar sentido. 

“Estar em casa é a oportunidade de voltar para dentro de você, um autoconhecimento que é libertador”, filosofou Monja Coen.

#Dia 1

Hoje é quinta-feira, 19 de março de 2020. Desde segunda, estou trancafiada em casa, seguindo as orientações dos especialistas em saúde pública para evitar o contágio do vírus.

Acordei às 9h. Fiz a minha rotina habitual de skincare, tomei o meu café da manhã, li um pouco de jornal, vesti uma roupa fit e fui caminhar na avenida.

Eu precisava sair, ouvir podcast, ver rua, ver gente. Afinal, “o escapismo é o que mantém em nós algum entusiasmo”. Foi uma experiência estranha, confesso.

Não havia quase ninguém na rua.

Eu me senti mal por estar fazendo um exercício físico ao ar livre. Vias as pessoas me encarando e apontando: “Olha essa daí, desrespeitando a lei”. Na verdade, era a minha consciência gritando: “Você é uma irresponsável!”.

Havia poucas pessoas caminhando. Quando avistava algum idoso perambulando pela rua, tinha vontade de mandá-lo embora para casa. O shopping e alguns comércios estavam fechados, mas os ônibus circulando.

Fui à farmácia e saí de lá com uma sacolinha, o que me fez sentir melhor: “Pronto, gente! Eu não vim andar a esmo, vim à farmácia”, tentei enganar a mim mesma.

Não há restrições específicas sobre atividades físicas ao ar livre, mas a recomendação básica é para sair de casa apenas quando necessário.

Dia #2

Hoje é sexta-feira, 20 de março de 2020. Desde segunda, estou confinada em minha residência.

Acordei às 9h. Fiz a minha rotina habitual de skincare, tomei o meu café da manhã, li um pouco de jornal, vesti uma roupa fit.

Acredito que TUDO SEMPRE PASSA! Seja qual for a crise ou o problema, não irá durar para sempre.

Sim, vai passar, mas vai deixar rastros.

Dia #3

Hoje é sábado, 21 de março de 2020.

Acordei às 8h30. Fiz a minha rotina habitual de skincare, tomei o meu café da manhã, li um pouco de jornal, vesti uma roupa fit.

Acabei de ler: “A pandemia vai passar, até lá, tente não se desequilibrar”.

O que eu estou fazendo para não me desequilibrar?

Estudando e investindo tempo em conhecimento.

Shakyamuni Buda ensinava que quando você investe no seu aprendizado e desenvolvimento isso se torna amor para as pessoas ao redor. Num primeiro momento, o estudo árduo pode parecer egoísmo, porém o aprendizado pode ser compartilhado com outras pessoas e isso se torna um ato de amor.

Criei uma rotina de estudos para manter a MENTE em movimento:

Além da rotina de exercícios físicos e ioga para manter o CORPO em movimento.

Em tempos de confinamento contra o novo coronavírus, especialistas lembram que é preciso se exercitar dentro de casa para evitar outros problemas de saúde. 

Quarentena não é o momento de ficar parado, é apenas para ficar em casa. O exercício auxilia no relaxamento do corpo, na liberação de toxinas produzidas nos momentos de estresse. 

Sobre ficar offline

A overdose de informações pode ser sufocante para muita gente. Então, por que não fazer coisas que não envolvam a internet?

Dá para passar o tempo lendo, colorindo um livro de desenhos. Eu resolvi montar um quebra-cabeça.

Escreva, cante, pinte, grave vídeos. Perceba como ao invés de passar seu tempo de forma passiva consumindo conteúdos, você pode ser um produtor deles.

“Esta quarentena será o que fizermos dela. Ela será uma para quem fica matando o tempo e outra se você não matar e sim nascer com o tempo”, escreveu o publicitário Nizan Guanaes.

Dia #4

Hoje é domingo, 22 de março de 2020.

Acordei às 9h. Fiz a minha rotina habitual de skincare, tomei o meu café da manhã, li um pouco de jornal, vesti uma roupa fit e fui caminhar pelo quarteirão.

O bairro? Mudo, deserto, fantasmagórico.

O cenário todo está uma coisa meio distópica, de ficção científica.

A cidade estava deserta. Sabe Vanilla Sky, na cena do Tom Cruise na Times Square? Foi exatamente assim.

Mas, como disse uma amiga: “Tudo isso serve para aprendemos a desacelerar. Estamos sempre no futuro. Como ele não existe, o lance é aproveitar ao máximo cada dia”.

Foque os dias.

O dia é a única unidade de tempo em que tenho que fixar minha cabeça. O dia tem um ritmo. O sol nasce. O sol se põe. Eu consigo lidar com um dia.

“Um dia de cada vez. Parece tão simples. Na verdade é simples, mas não é fácil: requer uma enorme persistência e uma estrutura cuidadosa”, apontou o ator Russell Brand.

Por aqui, um passo de cada vez.

Dia #5

Hoje é segunda, 23 de março de 2020.

Acordei às 9h. Fiz a minha rotina habitual de skincare, tomei o meu café da manhã, li um pouco de jornal, vesti uma roupa fit.

Sem mais.

Dia #6

Hoje é terça, 24 de março de 2020.

Acordei às 10h. Fiz aula de ioga online.

O historiador Leandro Karnal reflete sobre a solidão sempre ser vista com desconfiança, lembrando que “o pior castigo da penitenciária é a solitária”⁣.

Por outro lado, na dose certa, a solitude, nome que Karnal dá ao lado bom da solidão, é produtiva e essencial.

O historiador cita a Bíblia, em que Deus teria dito: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e corresponda”.⁣

Mesmo que considere que somos seres sociáveis e de bando, Karnal reforça que a solitude é de suma importância para o autoconhecimento e essencial para a existência.⁣

Para mim, solidão é bom quando tem hora para acabar.

Isolamento é uma coisa, solidão é outra.

“A solidão é uma das nossas características existenciais, sentida de diferentes maneiras por cada um. Aceitar isso talvez seja o vprimeiro passo para relacionamentos amorosos mais ricos, longe da expectativa de que o outro nos livre da condição de seres solitários”, mencionou a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins.

Dia #7

Hoje é quarta, 25 de março de 2020.

Acordei às 10h. Fiz aula de body balance.

“A pandemia deixa claro que não estamos todos no mesmo barco. Ou estamos, mas tem gente remando e tem gente tomando sol na proa”, registou o escritor Gregorio Duvivier.

Dia #8

Hoje é quinta, 26 de março de 2020.

Fui ao supermercado usando luvas de látex, as quais me incomodaram um pouco.

Um clima de normalidade estranha pairava no ar. Pouquíssima gente usando máscaras. Confesso que a máscara me dá angústia com o bafo quente circulando.

Dia #9

Hoje é sexta, 27 de março de 2020. Tive uma pequena crise de ansiedade durante a manhã.

Precisei tomar um remédio (receitado por um médico) e repetir várias vezes para mim mesma que estava “apenas” ansiosa.

Dia #10

Hoje é sábado, 28 de março de 2020.

Dei três voltas pelo quarteirão ouvindo podcast.

Dia #11

Hoje é domingo, 29 de março de 2020.

Ninguém viveu, ou nem sequer imaginou viver, época como esta. É tudo novo. Inusitado. Absurdo.

A covid-19 nos mostra que “um por todos e todos por um” não é clichê – é só sobrevivência.

Dia #12

Hoje é segunda, 30 de março de 2020.

Mais um dia confinada em casa, como parte dos cuidados contra o coronavírus.

Às vezes, eu me desligo da realidade. Sem pensar em mais nada.

Dia #13

Hoje é terça, 31 de março de 2020.

Estamos vivendo tempos estranhos. Nunca estivemos tão conectados, mas ao mesmo tempo nunca nos sentimos tão solitários.

Dia #14

Hoje é quarta, 1º de abril de 2020.

“Sinta prazer em sua sua própria companhia”, elaborou Monja Coen.

Ficar em casa é um ato de amor pelo outro.

Dia #15

Hoje é quinta, 02 de abril de 2020.

O tempo marcha num passo estranho. Todos os dias parecem iguais.

A quarentena lembra o roteiro de “Feitiço do Tempo”, filme em que o personagem de Bill Murray fica preso em um detestável dia de inverno.

Dia #16

Hoje é sexta, 03 de abril de 2020.

Estou isolada em casa fazendo muito pouco.

Dia #17

Hoje é sábado, 04 de abril de 2020.

É praticamente o mesmo dia após dia.

Dia #18

Hoje é domingo, 05 de abril de 2020.

Tenho vivido dias de pouca vontade e de pouca esperança. Estou cada vez mais conectada e dependente das redes sociais.

Dia #19

Hoje é segunda, 06 de abril de 2020.

Leio (mais uma vez) Leandro Karnal, historiador e um dos maiores pensadores contemporâneos no Brasil:

“Quando você não fala e o mundo ao seu redor não fala, você escuta coisas novas sobre você mesmo. Muda um pouco nossa percepção do mundo, de nós e assim por diante”.

Para a psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da USP, Carmita Abdo, “estamos tendo oportunidade de ouro para aprendermos sobre nós no isolamento”.

Dia #20

Hoje é terça, 07 de abril de 2020.

Há um mês meu sobrinho nasceu. Raul é nosso bebê “coroner”.

Dia #21

Hoje é quarta, 08 de abril de 2020.

“Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer”. Lá nos anos 80 o Guilherme Arantes cantou isso aí e ele estava tão certo que a gente repete até hoje.

Dia #22

Hoje é quinta, 09 de abril de 2020.

Tenho passado os dias quieta. Não sei quem vai surgir da porta para fora quando tudo isso passar.

“A melhor maneira de se esquecer do tempo é usá-lo”, disse o poeta francês Charles Baudelaire.

Dia #23

Hoje é sexta, 10 de abril de 2020.

É preciso manter a mente e o corpo sãos.

“Agora em casa, a gente está tendo tempo e silêncio para ouvir a nossa voz de dentro. Ouvir nossos desejos, questionar nossas decisões e as decisões das pessoas a nossa volta. E muita gente está sentindo que a voz interior delas está falando o oposto do que a vozes exteriores querem dela. Seja no trabalho, nos relacionamentos, em qualquer esfera da vida”, escreveu o roteirista M.M. Izidoro.

Dia #24

Hoje é sábado, 11 de abril de 2020.

Esta semana estive sem nenhuma ideia do que escrever. O medo do incerto é real.

Dia #25

Hoje é domingo de Páscoa, 12 de abril de 2020.

A Páscoa mais estranha das nossas vidas. Da minha vida, pelo menos.

O momento nos exige sacrifício.

O cenário é incerto. Não tem como voltarmos a sermos como éramos antes (enquanto não for desenvolvida uma vacina).

Dia #26

Hoje é segunda, 13 abril de 2020.

Estamos assim: um dia de cada vez.

Participei do Café Online “Manual Prático de Autocuidado”, com a professora Desirée Cassado, da The School Of Life. Foi muito bom! Clap-clap-clap!

Dia #27

Hoje é terça, 14 de abril de 2020.

Niver da minha sobrinha Isabella. A Shirley, a Jéssica, a Jennifer. A Tchu, a Tchuca, a Twelves.

Niver do meu primo Murilo.

Dia #28

Hoje é quarta, 15 de abril de 2020.

Niver da minha amiga Juby, a Juca.

Vim para Boiçucanga, um mix de retiro espiritual com spa. Um lugar seguro para viver esses dias assustadores.

Em um de seus últimos contatos com a editora Nova Fronteira, sua atual casa editorial, o escritor Rubem Fonseca confirmou que continuava ativo.

“Todo dia eu leio, todo dia eu escrevo”, disse à editora num dos últimos contatos.

Dia #29

Hoje é quinta, 16 de abril de 2020.

Niver do meu primo Diego.

Essas citações me deram um nó na garganta:

“Sim, pode ser somente uma gripe para alguns. Mas para outros custa a vida. Quando é só estatística, a gente só observa … Mas quando falamos de um familiar, no caso uma prima minha, dói na alma. Uma jovem com todo futuro pela frente… Que Deus nos console (…) Acreditem, esse vírus mata”, publicou a parente de Kamylle Ribeiro, de 17 anos – vítima mais nova de Covid-19 no Rio de Janeiro.

Sou um ser humano, sinto as dores do outro, jamais poderia me sentir plena enquanto o mundo trava uma guerra contra um vírus.

O medo da morte se mistura, então, ao medo do futuro. “O que vai ser quando a grana acabar? Quando vou conseguir um novo trabalho? Quem contrata em tempos de recessão? Difícil não entrar em pânico”, escreveu a jornalista Lia Bock.

Livro “Walden”, ou “A vida nos bosques”

Henry David Thoreau, autor do livro “A Vida nos Bosques” – uma das inspirações do filme Na Natureza Selvagem” (2007) – defende que o homem moderno deve diminuir suas necessidades materiais, que o afasta da conexão com a essência.

Em 1854, buscando distanciar-se de uma sociedade cada vez mais complexa, H. D. Thoreau retira-se para a propriedade de um amigo às margens do lago Walden, por dois anos e dois meses. Na pequena cabana na floresta, adapta as suas habitações e constrói seus móveis, planta os alimentos que consome e os prepara, faz descobertas espirituais. Por meio de uma vida simples e autossuficiente, cria sua utopia.

Ainda que seja uma crítica à vida urbana do século 19, Walden ainda é capaz de suscitar importantes reflexões sobre nosso modo de vida. Em mais de um século de existência, tornou-se uma referência para movimentos libertários, ecologistas e todos os que buscam uma vida mais harmônica.

Essa obra traz ensinamentos úteis a quem enfrenta uma quarentena. Thoreau decidiu viver deliberadamente, confrontando os fatos essenciais da vida e criticando a forma mesquinha como vivemos, com desejos que serão sempre impossíveis de saciar.

Simplifiquem

Há tantas inutilidades que fomos acumulando sem propósito que só servem para acumular pó em excesso.

O filósofo Mario Sergio Cortella diz que “muita gente tem muita coisa e isso agora de nada serve (…) A noção de riqueza terá de ser alterada. É o velho dilema que muitas vezes a gente conversa na filosofia: você, atravessando o deserto, precisa de um gole de água. De nada adianta que você tenha muitos diamantes em sua bolsa, que você tenha muito ouro pendurado no seu corpo. O que precisa é de água. Portanto, a noção de riqueza terá de ser alterada”.

Thoreau ensina: NÓS SOMOS A NOSSA PRIMEIRA COMPANHIA.

“Se não a suportarmos agora, se a tememos, se a desprezamos, dificilmente seremos boa companhia para alguém”, diz.

Se essa quarentena não servir para visitarmos o nosso reino abandonado, para abrir as janelas, para podar o jardim, servirá para quê?

Quando perdemos o temor da solidão, a própria solidão deixa de ser solidão. E o silêncio deixa de ser silêncio porque passaremos a escutar “tudo que o vento traz”.

“Dirige teu olhar para dentro de ti/ E mil razões encontrará ali/ Ainda ignotas (desconhecidas). Percorre tal via/ E mestre serás em tua cosmografia”, registrou Thoreau.

Temos que aprender a passar tempo com nós mesmos. Não devemos transferir a responsabilidade da nossa alegria para outras pessoas. Isso não significa se isolar ou ser antissocial, mas, como diria Jean-Paul Sartre, “se você se sente só quando está sozinho, é porque está em má companhia”.

Que utilizemos esses tempos difíceis para aprendermos a conviver com nós mesmos. Só assim conseguiremos desfrutar da nossa própria companhia e de outras pessoas quando tudo isso acabar.

Dia #30

Hoje é sexta, 17 de abril de 2020.

Niver do meu primo Biel.

Passados 30 dias em quarentena, já não lembro mais como é usar maquiagem e sapatos. 

Que problemão, hein, princesa? 

Leio Tati Bernardi: “Eu tenho motivos pra estar angustiada e louca e sofrendo? A maioria das vozes da minha cabeça dizem que não, porque sou privilegiada. Eu tenho que fazer doação e cuidar dos velhos da família”.

Obviamente, a vida continua, só que num ritmo completamente diferente.

“Permanecemos em casa lendo livros e assistindo a séries, mas na realidade nos preparamos para uma grande batalha pela nova realidade que nem sequer conseguimos imaginar, percebendo, aos poucos, que nada será como antes”, citou Olga Tokarczuk, polonesa que venceu o Nobel de literatura.

Dia #31

Hoje é sábado, 18 de abril de 2020.

Assisto ao noticiário monotemático, atualizo o número de mortos e infectados, acompanho a curva da pandemia e, temerosa, aguardo o pico e o porvir. Em tempos de pandemia, buscar informações de qualidade e bem acurada é imprescindível.

Desde que o vendaval da Covid-19 começou, a doença é o tema diário da imprensa.

Assisti também a Nada Ortodoxa, uma minissérie em quatro episódios, recém-lançada pela Netflix.

Dirigida pela alemã Maria Schrader, é baseada na história de Deborah Feldman, que em 2012 publicou um livro relatando a vida em uma comunidade de judeus ortodoxos em Nova York e a sua fuga e “renascimento” em Berlim.

Falada em iídiche e inglês, a minissérie descreve a situação da protagonista Esther “Esty” Shapiro (Shira Haas) dentro do grupo religioso. É um universo em que o rabino é um líder com amplos poderes sobre a comunidade, os casamentos são arranjados, os bons homens se dedicam ao estudo e as mulheres cuidam do lar.

Ainda que sobre um universo específico, “Nada Ortodoxa” reflete sobre temas bem atuais e universais, como mecanismos da opressão de gênero.

Dia #32

Hoje é domingo, 19 de abril de 2020.

Vida normal. Não são férias. Quando voltará ao normal? Ninguém sabe ao certo.

Não saber é uma das angústias desta peste. Não sabemos quantas pessoas morrerão. Se teremos parentes e amigos que morrerão. Se contrairemos a doença.

Dia #33

Hoje é segunda, 20 de abril de 2020.

Niver da vó Santina.

Acordei antes das 7h. Levei o dog para caminhar ouvindo podcast. Fiz um pouco de abdominais. Tentei montar quebra-cabeça. Não deu certo. Estou no computador desde então.

“A vida depois do coronavírus será diferente”, disse a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Dia #34

Hoje é terça, 21 de abril de 2020. Keep a routine.

Acordei antes das 8h. Fiz aula de body balance. Almocei muito bem: arroz integral, feijão carioca, iscas de peixe empanado e salada.

Estou trabalhando num ateliê de ideias.

Cheguei à conclusão de que Leandro Karnal é a melhor pessoa do mundo!

Dia #35

Hoje é quarta, 22 de abril de 2020.

Este momento, de crise e incertezas, em que estamos vivendo requer paciência e sabedoria — como tudo na vida.

Ninguém tá gostando de ficar em casa.

Dia #36

Hoje é quinta, 23 de abril de 2020.

Fiz uma prática de ioga com o aplicativo Down Dog. A dica veio da Bruna Cosenza, do blog Para Preencher. Gostei bastante!

Se a doença me assusta (e ela assusta!), é porque eu tenho amor a vida!

Dia #37

Hoje é sexta, 24 de abril de 2020.

Aparentemente o tédio dá fome. Nossas emoções estão à flor da pele; realmente, dá mais vontade de comer.

Li a receitinha abaixo e adorei:

* Quando bater a bad ou se pegar um pouco insegura, dá uma ligada para alguém que te faça sentir bem. *

Dia #38

Hoje é sábado, 25 de abril de 2020.

Estou aprendendo a viver um dia por vez, a olhar de forma amorosa e gentil para mim e, principalmente, acolhendo-me durante os processos.

Dia #39

Hoje é domingo, 26 de abril de 2020.

O que será de maio?

O que vai ser o novo normal?

O vírus vai continuar circulando.

Dia #40

Hoje é segunda, 27 de abril de 2020.

Tenho buscado me alimentar de equilíbrio e de coragem para não sucumbir ao pânico e à depressão. 

Querido, diário

Paro hoje de escrever sobre o meu dia a dia e as minhas aspirações durante a quarentena. Mas, antes de ir, deixo um recado para você, Renata:

Movimente-se, faça exercícios, dance, deixe as energias fluirem através de você e a seu favor.

Estimule também a sua mente. Leia um livro, se inteire sobre as notícias, participe de conversas interessantes.

Parar trará inquietação e acúmulo de energia, o que você deve evitar.

Torne-se interessante aos seus próprios olhos. Invista em suas habilidades, faça da sua luz interna uma tocha acesa.

Viver é um projeto de consciência e de conhecimento. Melhore!

Combinado?!

PS: A gente vai ter de inventar um jeito novo de fazer as coisas.

I keep a diary for many reasons, but the main one is: It helps me pay attention to my life. By sitting down and writing about my life, I pay attention to it, I honor it, and when I’ve written about it long enough, I have a record of my days, and I can then go back and pay attention to what I pay attention to, discover my own patterns, and know myself better. It helps me fall in love with my life.Austin Kleon 

Para a psicanalista e filósofa Viviane Mosé, autora de “Nietzsche hoje” (Vozes, 2018), a filosofia de viver o dia se encaixa perfeitamente no contexto de pandemia. “O vírus é parte da vida, da natureza. Estar isolado devido a uma doença é parte da vida. Viva o seu dia, viva o isolamento, viva o estar sozinho. Viva a angústia, o medo, o momento de euforia. Viva da melhor maneira possível. Viver o seu dia é a melhor referência que nos posiciona no tempo, no instante e no agora. Fugir do instante, planejando projetos e futuros que podem nunca se concretizar, é viver em uma bolha”, analisa.

Duas de mim

(Foto: Abigail Low/ unsplash)

Tem uma Renata que se acha independente, forte e empoderada. Tem uma Renata calada e perdidamente apaixonada.

Tem uma Renata que adora uma mesa de trabalho bagunçada. Tem uma Renata que gosta de uma cama desarrumada.

Tem uma Renata que quer falar sobre bullying, homofobia, feminismo, racismo, veganismo. Tem uma Renata que quer se calar diante tudo isso.

Tem uma Renata com ambição. Tem uma Renata com coração.

Tem a Renata racional. Tem a Renata animal.

Tem a Renata que foca e decide. Tem a Renata que enrola e desiste.

São duas Renatas diferentes. A de calça jeans e a de shorts jeans. A de cabelo solto e a de cabelo preso.

A corajosa e a medrosa.

A confiante e a meliante.

A carente e a crente.

A gata e a rata.

A charmosa. A amorosa. A dengosa.

A desastrada. A perturbada. A sensata.

Tem a Renata sonhadora. Tem a Renata usurpadora.

A carismática e a asmática. A bem-humorada e a emburrada.

Tem duas de mim.

Duas ao mesmo tempo. Duas em tempos separados.

Duas que se fundem. Duas que se opõem.

Duas que se vêm. Duas que se vão.

Você sabe cuidar de si?

Gostar de si é a base do cuidado que podemos dedicar a nós mesmos e aos outros

A falta de conhecimento de si é um grande problema que vivemos enquanto sociedade que, ao mesmo tempo em que se pensa conectada, está mais desconectada do que nuca.

O Sol, o céu, a Lua, somos cercados por poderosas forças para contemplar e mergulharmos em nós mesmos para conhecermos o fundo de nosso próprio mar.

“Cuidar de si mesmo é a forma de tomar seu poder pessoal de volta”, escreveu Tadashi Kadamoto.

“Cuide de si mesmo como você cuidaria de alguém que você ama”, complementou.

Ser gentil com a gente mesmo é poderoso.

(Foto: Boris Smokrovic / Unsplash)

Já nos ensinou a escritora Audre Lorde que o autocuidado é revolucionário e buscar algo que nos eleve a alma é antídoto contra a dor.

“O autocuidado é revolucionário em seu poder curativo e transformador – quando nos nutrimos, nos tornamos o tipo de pessoa que aspiramos ser, revolucionando as próprias vidas”, escreveu Susy Reading, autora do livro Self-Care Solution: Smart Habits & Simple Practices do Allow You to Flourish (Solução de autocuidado: hábitos inteligentes e práticas simples para permitir que você floresça, em tradução simples).

“O autocuidado é uma arte porque nossas necessidades estão sempre mudando e é preciso uma percepção real para checar, perceber e depois tomar a ação apropriada e amorosa que nutre não apenas no momento, mas também a pessoa que estamos nos tornando”, disse Suzy.

Para mim, autocuidado é uma jornada diária de tentar entender cada vez mais o que me faz bem e mal. E sinto que faz muita diferença quando consigo respeitar minhas necessidades.

O autocuidado vira uma porta de entrada para nos conectarmos com quem somos e olhar nossas verdadeiras necessidades.

“A gente vive num mundo que nos chama o tempo todo. E uma dica é visitar a solidão que traz uma conexão mais profunda e delicada com a gente mesma”, falou a psicóloga Myrna Coelho.

“E se cuidar também é aceitar a vulnerabilidade”.

Cuidar de si é uma jornada de se enxergar, de nutrir um amor por você.

Cuide-se

Não se abandone

Permaneça

Supere as dificuldades

Admire o ser humano que você é

Zack Magiezi, poeta

Lembre-se: você tem uma resiliência – capacidade de se adaptar ou de se recuperar facilmente – muito maior do que imagina!

Se Deus criou o homem, uma parte de Deus reside em cada ser humano.

Mas, o que é Deus? Deus é luz. Deus é a própria luz, e uma parte dessa luz reside dentro de você; portanto, tenha mais confiança em si mesmo.

“Você abriga em si muito mais potencial do que já se deu conta. Você tem uma grande força interior capaz de modificar a si mesmo”, expressou Mestre Ryuho Okawa, da Happy Science.

Seja uma garota rebelde

É preciso conhecer o caminho percorrido por aquelas que nos antecederam. Aprender com mulheres que desafiaram seu tempo e construíram um legado e chão batido para que outras pudessem caminhar.

O livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes, das autoras Francesca Cavallo e Elena Favilli, reúne biografias de mulheres que provam a força de um coração confiante.

Ao ler esta obra, tudo o que podemos sentir é esperança e entusiasmo pelo mundo que estamos construindo.

Um mundo onde gênero não define quão alto você pode sonhar nem quão longe você pode ir.

Para as garotas rebeldes de todo o mundo:

“Você é a promessa

Você é a força

Não dê um passo atrás.

E, assim, todo mundo vai avançar”.

Sobre Eleanor Rooselvelt

  • Soube pensar, ser livre e independente.
  • Como primeira-dama, Eleanor fez discurso, viajou por todos os estados e tornou-se defensora dos direitos humanos. Ela acreditava que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, e estava determinada a promover esses direitos em todo o mundo.
  • Eleanor foi nomeada a delegada da ONU. Ela se tornou a presidenta da Comissão de Direitos Humanos e liderou a criação de um dos documentos mais importantes do século XX: a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  • Este belo documento inspirou governos a aprovarem leis que protegem a vida humana e encorajou cidadãos a tomarem providências quando seus direitos fundamentais lhes fossem negados. Graças a Eleanor – e ao incansável trabalho de muitos representantes de todo o mundo – liberdade, igualdade, dignidade, respeito e segurança se tornaram objetivos comuns para todas as pessoas em todas as nações.

“Todos os dias, faça uma coisa que te assuste”.

Sobre a ultramaratonista Lowri Morgan

  • Nasceu no Reino Unido, em 1975.
  • “A maior glória não está em nunca cair, mas no modo como nos levantamos”.
  • “Adoro olhar para trás, para o vale da montanha, e pensar ‘uau, não acredito que cheguei tão longe’”.

Sobre a mergulhadora Johanna Nordblad

  • Se não fosse pelo acidente, Johanna talvez não descobrisse o prazer de mergulhar no gelo. Ela diz que, às vezes, uma maldição na verdade pode ser uma benção disfarçada.

Sobre a empresária Madam C. J. Walker ( a série “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” está na Netflix)

  • A primeira mulher nos Estados Unidos que, tendo começado do zero, tornou-se milionária.
  • “Não estou satisfeita em ganhar dinheiro só para mim, eu me esforço para oferecer emprego a centenas de mulheres negras”.

Sobre a ginasta Nadia Comãneci

  • “É preciso descobrir sozinha seu próprio destino e a rota para chegar lá, pois ninguém mais sabe o caminho”.

Sobre a ativista Ruby Nell Bridges

  • “Não siga o caminho. Vá onde ainda não há um caminho e comece uma nova trilha”.

Sobre a relojoeira Corrie Tem Boom

  • Nasceu na Holanda/ 1892-1983.
  • “A medida da vida, afinal, não é sua duração, mas sua doação”.

Sobre a revolucionária Anita Garibaldi

  • Nasceu no Brasil.
  • 30/08/1821 – 04/08/1849.
  • “Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parada”.

Sobre Audrey Hepburn

  • 04/05/1929 – 20/01/1993.
  • “Conforme você cresce, vai descobri que tem duas mãos: uma para ajudar a si mesma e outra para ajudara os outros”.

Sobre a escritora Chimamada Ngozi Adichie

  • Nasceu na Nigéria em 15/09/1977.
  • “Algumas pessoas dizem que as mulheres devem ser subordinada aos homens porque é assim na nossa cultura Mas a cultura está sempre mudando! Cultura não faz as pessoas. As pessoas é que fazem a cultura!”.
  • “O racismo nunca deveria ter acontecido, então você não vai ganhar um parabéns por ajudar a reduzi-lo”.

Sorria, por Charles Chaplin

Photo by Edo Nugroho on Unsplash

Toda vez que estou meio borocoxô releio este poema. De mim para mim mesma:

“Ei! Sorria… Mas não se esconda atrás desse sorriso…

Mostre aquilo que você é, sem medo.

Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.

Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.

Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.

Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!

Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.

Procure o que há de bom em tudo e em todos.

Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.

Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.

Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.

Ei! Olhe… Olhe a sua volta, quantos amigos…

Você já tornou alguém feliz hoje?

Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?

Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.

Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.

Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.

Ei! Ouça… Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.

Suba… Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo.

Mas não se esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.

Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.

Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.

Ei! Você… Não vá embora.

Eu preciso dizer-lhe que… Te adoro, simplesmente porque você existe.”.

Inveja é uma m*

Inveja. Eu a tenho. Tu a tens.

A inveja é um peso. Impede que você pense na sua vida e desvia o foco para a obra alheia.

(Foto: Unsplash)

Porque, sim, somos humanos e precisamos assumir que a felicidade do outro nos incomoda.

Eu não aguento mais gente que (supostamente) deu certo na vida. Inveja é uma merda. Como combatê-la?

Olhando para as coisas boas que você possui, dentro de si e à sua volta; parando de se comparar com os outros e prestando mais atenção em você; enxergando o milagre que é estar vivo; estudando, evoluindo, conhecendo o mundo e a si mesmo.

Quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá para as coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

As palavras que dizemos têm um poder extraordinário de levar nossa vida adiante.

Enquanto as palavras positivas são capazes de nos fazer avançar, as negativas têm o poder de nos puxar para trás. E se for assim, nunca chegaremos ao nosso destino, não importa o quanto possamos ir longe.

Vamos escolher palavras fortes, cheias de energia positiva e construtiva. Este é um dos métodos mais essenciais para se chegar a uma vida bem-sucedida.

O “efeito inveja do Instagram”, por Nina Lemos

A inveja é um fato. É só uma prova de que você é humano. Demasiadamente. E não sentir inveja depois das redes sociais é algo praticamente impossível de evitar, sejamos sinceros.

Segundo alguns estudos, é a inveja, inclusive, a grande responsável pelo sucesso do Instagram. Alguns postam coisas para causar desejo. Outros desejam. E assim segue a roda.

Minha alimentação

Photo by Eaters Collective on Unsplash

Sou adepta do * descascar mais e desembalar menos *. Sou adepta também de substituir opções calóricas por produtos mais saudáveis.

Nos últimos anos, tenho comido menos carne vermelha e dado preferência para frutas, legumes e coisas que vêm da terra, seja para melhorar a minha saúde ou perder peso.

Tenho feito uma seleção do que ponho dentro do meu corpo. Ter uma alimentação saudável, prática e saborosa não é uma missão impossível.

Cometo alguns deslizes na alimentação, confesso. Tenho meus momentos cheios de guloseimas.

“Metade do prato deve ser de vegetais – crus e cozidos. Estes, além de dar saciedade pelo alto teor de fibras, são as principais fontes de micronutrientes. Procure sempre garantir três cores de vegetais diferentes no seu prato. Quanto mais coloridos, mais compostos antioxidantes, vitaminas e minerais“, recomenda Laís Murta, nutricionista funcional.

A alimentação baseada em plantas (ou vegetais) consiste em uma redução de carnes, ovos e laticínios e em um maior consumo de grãos integrais, frutas, legumes, sementes, nozes e castanhas, em comparação com uma dieta centrada no consumo de carne.

No entanto, seja uma alimentação vegana, vegetariana ou baseada em vegetais, elas não são sinônimo de saúde. É preciso pensar no que comemos e no que está por trás da produção dos alimentos, como também em como comemos.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pela última vez em 2014, é um documento muito importante do Ministério da Saúde que pode nortear os brasileiros em suas escolhas alimentares. Em vez de porções de alimentos e quantidades de nutrientes, o guia nos mostra que existem diversas maneiras de comer e que é importante ter os alimentos in natura como base da nossa alimentação, enquanto que os ultraprocessados devem ser consumidos em menores quantidades, mas não precisam ser excluídos nem vistos como vilões.

Os alimentos in natura não sofrem alterações ao deixarem a natureza e são provenientes de plantas e animais, como frutas, legumes, verduras e carnes frescas. Se esses alimentos passam por algum processo de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou métodos de conservação que não envolvam a adição de substâncias, como a refrigeração ou o congelamento, os chamamos de alimentos minimamente processados. Já os produtos que passam pela indústria e recebem a adição de substâncias culinárias (sal, açúcar e gorduras) são os alimentos processados, como os queijos, pães e frutas em compotas. Por último, temos os ultraprocessados, que levam em suas formulações industriais vários ingredientes e diversos aditivos para conservar e produzir alimentos mais atrativos. Eles pouco têm a ver com a matéria-prima original, como por exemplo, os salgadinhos de milho, salsichas ou iogurtes aromatizados que encontramos nos supermercados.

O melhor é sempre dar preferência aos alimentos de verdade, mas também é muito importante que tenhamos prazer ao realizar nossas refeições e consigamos compartilhar momentos felizes mesmo no fast food e mesmo sendo vegano.

Nós, seres humanos, não buscamos apenas nutrientes e tipos de alimentos que o nosso organismo necessita, mas também uma comida que seja saborosa, nos proporcione prazer e satisfação.

Você pode comer de tudo e atingir uma vida saudável. Prefira comida de verdade, coma sem culpa e faça as pazes com a comida!

My friends

Photo by Becca Tapert on Unsplash

Minhas alegradoras crônicas. Meus vetores da alegria. Com elas não há erro: encontrou/ saiu melhor!

Minha amiga Frá

Ela é loira. Muito loira. Ela usa turbantes, batom vermelho e botas de cowgirl. Ela é sweet. Ela é mãe, filha, irmã, tia, esposa e jornalista. Ela está vivendo momentos muito difíceis. Ela tem fé.

Ela me lembra o sol com bolas de gudes azuis.

Ela se comprometeu com esse sentimento de esperança apesar das circunstâncias difíceis.

Minha amiga Lúcia

Eu a chamo de Neiva, Neide, Marilene, Maria, Marilu. Nunca de Lúcia. Ela é mãe de dois, esposa de um, publicitária e empreendedora. Ela é otimista. Ela é corajosa. Ela é sábia. Ela tem o coração forte.

Ela deve ter, com MUITA certeza, centenas de adesivos fofos de caderno. Ela me escuta. Ela sabe quem são a Agnes, a Betty Tessuto, a Kátia “a cega”.

Ela também se comprometeu com esse sentimento de esperança apesar das circunstâncias difíceis.

Minha amiga Alana

Neni. Neninha. Eu queria que todas as pessoas tivessem uma pessoa como a Alana em sua vida, autêntica e excêntrica.

Ela é empoderada e tem a autoestima elevadíssima. Ela liga o foda-se para as opiniões alheias e para os machos escrotos. Ela é livre como um pássaro, gosta da liberdade. Aquariana, né? Conquista a todos que estão ao seu redor.

Por fora, rebelde; mas por dentro, um coração bondoso.

Ela defende os animais. Ela come salaminhos matinais. Ela tem pais geniais.

Ela me lembra a Anira, a Rihanna, a Beyoncé e a Rochele, mãe do Chris.

Eu seria uma pessoa bem menos feliz se não a conhecesse. Ela me alegra com um simples “bom dia” ou “arô”. Uma vez eu a pedi: não saia nunquinha da minha vida!

E, nas pessoas cujas mãos eu seguro, acho um elo inquebrável, nutrido por infinitas histórias para contar. (Rafaela Carvalho)

A louca de Ilhabela

Photo by Raphaël Biscaldi on Unsplash

Estava numa pousada em Ilhabela na qual havia uma piscina enorme e quente. Muito quente. Eu me sentia dentro de um caldeirão de sopa. Do outro lado da piscina, tinha uma mulher se refrescando com uma mangueira. Ela me viu e gritou: “Vem aqui, amiga”! Eu fui.

Ali começamos a conversar sobre tudo: de praias da região, de trabalho, de séries da Netflix, de modelos de biquíni, de Brasil. Ali, ela me ofereceu champanhe. Ali, tiramos selfies. Ali, ela me apresentou o seu marido e o seu cachorro. Ali, ela me emprestou o seu protetor e o seu chapéu; eu a retribui emprestando o meu repelente e a minha canga. Ali, eu comentei que iria jantar e ela propôs: “Vamos todos!”. Ali, trocamos WhatsApp. Ali, nos despedimos e nunca mais nos vimos.

Só que não.

No dia seguinte, no café da manhã, eu a vi com o seu marido e o seu cachorro. Quando fui cumprimentá-la, tomei um gelo. Ela não falou nadinha e me olhou como se nunca tivesse me visto. O marido também me ignorou. Pensei em pedir o repelente que havia deixado com ela, mas fiquei com receio de tomar mais um gelo. Deixei pra lá: o repelente e a amizade de uma tarde na piscina.

Porque eu me apaixono por Ilhabela cada vez que eu a visito

1- Já acho a balsa uma aventurazinha. O chegar à ilha traz uma sensação de desbravamento paradisíaco.

2- A orla

3- O centro

4- A igreja

5- As lojas

6- As praias paradisíacas

7- O clima

8- As pessoas

9- Os restaurantes