Fique no seu quentinho

Escrevi esse texto pensando na Flavinha Fernandes, em mim, no Raul e em todas as pessoas que são adeptas de uma vida mais quentinha, protetora e acolhedora.

A vida pede tantas vezes para irmos lá fora.

A vida pede tantas vezes para sairmos do nosso conforto.

Mas, hoje, você pode se manter no seu quentinho.

Sim, amiga, fique no seu quentinho.

Sinta o quentinho da água que escorre ralo abaixo durante o banho.

Envolva-se no quentinho do edredom.

Vista-se do quentinho do moletom, do pijama e das meias.

Enrole-se no quentinho da manta no sofá.

Saboreie o quentinho do sopão Maggi.

Beba o quentinho do chá das cinco, do café da tarde com bolo mata-fome da vó.

Hospede-se no quentinho aconchegante do seu lar.

Embale-se no quentinho do sono dos justos.

Sintonize-se no quentinho do filme água com açúcar da sessão da tarde.

Deite-se no quentinho do colo de Deus.

Receba essa mensagem dentro de um abraço bem quentinho. O meu.

(Foto: Rawpixel/ Unsplash)

Lenine – “É O Que Me Interessa” 

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem

Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
E o vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou

Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão

A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição

A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão

A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição

A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

Minha mente salada de cores

(Foto: Alex Paganelli – Unsplash)

Eu já falei sobre as minhas tristezas, despedidas, amigas, profissões e crises de ansiedade. Agora, vou falar de algo que acontece na minha mente desde sempre.

Quando penso em segunda-feira, penso na cor azul bebê. Para mim, terça é amarela, tom de ovo; quarta é vermelha; quinta é verde escura; sexta é branca e embaçada, como uma nuvem; sábado tem “cara” de cor pastel; e domingo, azul índigo.

Números, nomes, cidades, datas e estações do ano também têm cores para mim. Eu enxergo Renata, por exemplo, amarelo dourado; Paula, vermelho quente; e Bete, salmão. Se ouço um repórter falar de Brasília, me vem o verde bandeira à mente. Verão é sempre laranja. Duas relações bastante óbvias, né.

Será que só eu enxergo os dias, os números, os nomes, o MUNDO, dessa forma?

Será que eu possuo um tipo de sinestesia – um distúrbio neurológico que faz com que o estímulo de um sentido cause reações em outro, gerando uma mistureba de sensações?

Segundo Sean Day, professor na Universidade de Ohio (Estados Unidos) e presidente da Iasas (Sigla inglesa para Associação Internacional de Sinestetas, Artistas e Cientistas), há várias pessoas no mundo com as formas mais diversificadas de sinestesia. Enquanto para mim as letras e palavras transbordam cores, para alguns são os sons e gostos que tomam frente aos sentidos.

Mas o que acontece no cérebro de um sinestata?

Para a maioria das pessoas, os estímulos externos recebidos no cérebro são processados paralelamente e em uma rota específica. Ou seja, nenhum cruza com o outro, e eles são interpretados separadamente.

Porém, no cérebro de um sinesteta, as trilhas se cruzam, criando uma verdadeira salada sensorial entre visão, audição, paladar, tato e olfato. Isso faz com que uma pessoa possa sentir gosto em sons ou enxergar cores em palavras, entre tantas outras misturas possíveis para cada indivíduo sinesteta.

Por favor, não me julguem como louca ou sem noção!

Pesquisadores e neurologistas ao redor do mundo garantem que as reações sinestésicas não são loucura nem uma alteração no estado de consciência.

A sinestesia é simplesmente uma outra forma de ver e sentir a realidade.

Por aqui, o cantor Lulu Santos enaltece a cor azul: “Tudo azul, todo mundo nu. No Brasil sol de norte a sul. Tudo bem, tudo zen, meu bem”. Já nos states, se alguém diz que está blue ou feeling blue, significa que a pessoa está triste, melancólica.

Esse significado provavelmente evoluiu do gênero musical blues e das diversas expressões tristes atreladas a ele: sing the blues, por exemplo, pode tanto ser “cantar blues” quanto “reclamar”.

Lembro-me, então, da música do Elvis Presley Blue Christmas (“I’ll have a Blue Christmas without you / I’ll be so blue just thinking about you”). Mais sad e deprê do que isso, impossible.

By the way, sempre associo as cores preta e branca aos Elvis. Mas há uma explicação: eu o vejo na minha mente vestindo o icônico macacão branco com topete e costeletas negras.

Elvis Presley, o Rei do Rock
Imagem do Elvis em… Preto e branco!

Também guardo gostos e cheiros na memória

Outro dia, ao comer uma bolacha específica da Nestlé, fui levada para a creche que ia quando criança. O gosto me fez voltar para os anos em que derramávamos um monte de groselha nas mesas, para o desespero das tias que cuidavam de nós.

Já o cloro que usei para limpar o piso do banheiro me transportou para a rampa que eu e minhas irmãs descíamos e subíamos para chegar até a piscina de Suarão.

E, na última vez que passei pela marginal Tietê e senti o cheiro de esgoto, lembrei-me do único passeio de Maria Fumaça que fiz pelo Playcenter.

Para mim, bastam apenas poucos segundos para que os aromas me façam reviver experiências – sejam elas boas ou ruins.

Fontes: Sean Day, doutor em linguística pela Universidade de Purdue e presidente da Iasas (sigla inglesa para Associação Internacional de Sinestetas, Artistas e Cientistas); Julia Simner, especialista em linguística e psicologia pelas Universidades de Toronto e Seussex; Patricia Duffy, mestre em artes pela Columbia University, autora do livro “Blue Cats e Chartreuse Kittens: How Synesthetes Color Their Worlds”, cofundadora e consultora da Associação Americana de Sinestesia.

Minha tristeza crepuscular

(antes de começar a ler esse texto, você deve clicar aqui)

Tem um tipo de tristeza com a qual eu me identifico que só aparece ao cair da noite. Quando o sol vai se pondo. Quando as luzes do dia vão embora. Quando a noite vem se aproximando. É ali que ela mora.

Se for domingo, então, a angústia, o vazio, o medo e as inseguranças inflamam ainda mais dentro de mim. Meu instante de grande solidão.

A angústia do domingo à noite é a nossa consciência tentando, de maneira inarticulada, nos despertar para fazermos mais de nós mesmos.

Essa tristeza afeta, principalmente, os que são reféns do amanhã e do ontem, como eu. Sinto uma nostalgia imensa e fico derramada num lugar de saudade que nem consigo explicar.

O teólogo, pedagogo e escritor Rubem Alves, o qual faleceu em março deste ano, fala sobre ela, a tristeza do entardecer (renomeei por livre e espontânea vontade para “tristeza crepuscular”), definindo-a como a simples constatação de que tudo aquilo que a gente ama na vida necessariamente se vai com o fluxo do tempo.

Um dia, segundo ele, estava andando pelo seu apartamento quando contemplou uma foto dos seus filhos pequenos. Naquele exato momento, sentiu uma tristeza. Nada tinha acontecido com os filhos, eles estavam bem e crescidos. Tudo estava certo. Não havia uma notícia ruim, um evento trágico.

Ele simplesmente sentiu tristeza porque lembrou-se de um momento belíssimo da sua vida, da sua família e da infância dos seus filhos.

Como escrevi, não é uma tristeza fruto de um evento trágico. Ela advém no momento em que temos noção da passagem do tempo, do ciclo da vida seguindo o seu curso, das coisas que se vão.

E por que eu a chamo de crepuscular?

Quando chega o crepúsculo, começa a haver transformações rápidas no céu. Rapidamente, as cores vão se alterando, o azul fica verde, o verde fica amarelo, o amarelo fica abóbora, tudo fica roxo e logo o céu está mergulhado na escuridão. A percepção é que a hora de partir está chegando.

O crepúsculo é essa consciência de que o tempo passa rapidamente, a vida passa rapidamente.

De alguma forma o tempo leva tudo embora.

Por outro lado, o tempo nos traz paciência (para lidar com aquilo que não temos controle) e contemplação da vida, como menciona o trecho abaixo do livro bíblico Eclesiastes:

Para tudo há um tempo determinado;
Há um tempo para toda atividade debaixo dos céus:
Tempo para nascer e tempo para morrer;
Tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou;
Tempo para matar e tempo para curar;
Tempo para derrubar e tempo para construir;
Tempo para chorar e tempo para rir;
Tempo para lamentar e tempo para dançar;
Tempo para jogar fora pedras e tempo para ajuntar pedras;
Tempo para abraçar e tempo para evitar os abraços;
Tempo para procurar e tempo para dar por perdido;
Tempo para guardar e tempo para jogar fora;
Tempo para rasgar e tempo para costurar;
Tempo para ficar calado e tempo para falar;
Tempo para amar e tempo para odiar;
Tempo para guerra e tempo para paz.

Para tudo tem seu tempo, e o tempo não é o nosso, e, sim, do Pai.

As coisas acontecem no tempo certo, tudo tem o seu tempo e há coisas que levam tempo.

Deixa a vida fluir e vá desfrutando do presente.

Você é Deus?

(escrevi esse texto no começo deste ano)

Pergunto isso porque o senhor brota, do nada, nos lugares em que estou.

Pergunto isso porque te ver me acarreta uma sensação boa, de paz.

Pergunto isso porque eu admiro-o, mesmo sem te conhecer.

Você está sempre sozinho, mas bastante atuante.

Ora o senhor está lendo jornal na biblioteca do Complexo Argos, ora perambulando com mochila nas costas pelas ruas do centro.

Já o vi comendo maçã na calçada perto de casa; de calça e camisa jeans no shopping da Nove. Já o vi, inclusive, na Oficina de Costura e na aula de Recorte e Colagens, ambas no Sesc.

Parece que o senhor tem uma vida produtiva, rica em conhecimento. O senhor deve ser um pessoa culta, do bem, moderna, apesar dos fios brancos em sua cabeça.

Não o vejo como um senhor solitário, pois está sempre bem acompanhado: seja pelos livros, jornal, maçã, mochila ou tesoura.

Hoje o senhor esta sentado à minha frente: de camisa polo azul, chuteira vermelha Adidas e calça de capoeira; cabelo bem penteado; mochila ao lado na cadeira; celular carregando na tomada.

Tenho a sensação de que o senhor está rejuvenescendo a cada dia que passa. Gostaria de saber por que razão tanto vê o celular. Será que faz parte de um grupo? Turma da Leitura, Amigos do Sesc, Grupo da Argos, Colegas da Melhor Idade, Galera da Ginástica. Será que o senhor lê artigos de educação, culturais, notícias sobre política, economia?

NOTA: O que o senhor tem feito nesta quarentena? Tem lido jornais, como? Tem conversado com os colegas pelo whats? Aliás, o senhor tem Instagram?

(Foto: Umplash)

10 fragmentos de Nova York

Resolvi escrever sobre um dos #tbts que mais mexe comigo: a minha viagem para Nova York. Eu me vejo engolida por uma onda de sentimentos cada vez que o Facebook relembra as fotos e publicações postadas em abril de 2013, data em que visitei Manhattan. Tenho a sensação de que essa trip aconteceu em outra época, vivida por uma outra Renata.

(E não foi?)

Por muito tempo fiquei sem olhar as fotografias de lá. Se não fossem o Facebook e as lembranças que veem à tona por parte da minha querida prima, quem me acompanhou e me aturou nessa aventura, essa viagem estaria guardada num cantinho secreto escondido bem lá no fundo de minha memória.

(E não está?)

Hoje tomei coragem e revi algumas fotos. Ao fazer isso, resgatei do meu HD particular 10 fragmentos curiosos, os quais quero dividir com vocês:

1- Na época, eu estava fascinada pela cantora Alicia Keys e por “Empire State of Mind”, canção que gravou com Jay Z em homenagem à cidade de Nova York. Eu imprimi a letra e levei-a comigo, mas tive que deixar as folhas na gaveta do quarto do hotel ao vir embora, pois minha mala estava abarrotada de panfletos, mapas e guias. Trouxe tudo quanto era papel de cada lugar por onde eu passei. Depois de alguns anos, foram todos para o reciclável. A música continua sendo uma das minhas preferidas.

Pianista de formação clássica, a cantora Alicia Keys 

2- Eu queria muito conhecer a catedral de St. Patrick, a histórica igreja da Quinta Avenida. Mas bem naquele ano o local estava em reforma e o que eu vi foi um monte de andaime. Mesmo assim, entrei e agradeci. Agradeci muito a Deus por estar realizando um grande sonho, após vários perrengues vividos no ano anterior.

Nenhuma descrição de foto disponível.
A histórica e charmosa St. Patrick’s Cathedral 

3- A primeira compra que fiz em NY foi a de um Iphone 5 branco, no cubo de vidro da Apple Store. Demoramos umas duas horas na loja SÓ para conseguir cadastrar a senha, mas valeu a pena cada segundo. Vale lembrar que o dólar custava R$ 2. Por um bom tempo, fui feliz com ele. Depois, só dor de cabeça! Perdi as contas de quantos carregadores precisei comprar para essa belezinha.

A imagem pode conter: 3 pessoas
Juro que não me reconheço nessa foto!

4- Claro que eu visitei a FAO Schwarz, a icônica loja de brinquedos do filme “Quero Ser Grande”, e claro que eu pulei no famoso piano gigante usado por Tom Hanks no filme. A coordenação não foi a mesma, mas eu tentei.

Nenhuma descrição de foto disponível.
A loja de brinquedos do filme “Quero Ser Grande”

5- Assistir ao musical Mamma Mia! na Broadway era uma das certezas que eu tinha. Sou fã desde o dia em que meu pai comprou o CD ABBA Gold: Greatest Hits, uma coletânea de músicas do grupo. Só que eu não consigo lembrar nadinha do espetáculo daquela noite, apenas que fui e me realizei. Devo ter ficado tão fascinada, que uma parte de mim permanece sentada na poltrona do teatro até hoje. Também me recordo do casacão off white, o qual emprestei de uma amiga com a intenção de usá-lo no dia reservado para Mamma Mia! Dito e feito.

A imagem pode conter: 1 pessoa
Mamma miahere I go again / My my, how can I resist you 

6- A primeira vez que comprei uma calça Diesel foi em NY. Aliás, a primeira vez que tive acesso a marcas como Diesel, Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Kipling, Smashbox e tantas outras foi lá. Ao longo dos anos, as roupas made in big apple foram perdendo a graça, o uso e o brilho de tê-las no meu armário. A bolsa da foto, por exemplo, deixou de ser objeto de desejo no dia em que a minha cunhada falou: “Você sabia que essa bolsa é de maternidade, né?”.

A imagem pode conter: 1 pessoa
Reconhecem essa paisagem?

7- Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, eu estava indo para a faculdade. Cursava o primeiro semestre de jornalismo. Quase todos os meus trabalhos tiveram como tema os ataques às Torres Gêmeas. Visitar o 9/11 Memorial & Museum foi bastante tenso. Eu não conseguia tirar fotos (achava desrespeitoso), mas queria documentar tudo que estava vendo: os objetos resgatados, os depoimentos dos sobreviventes, os painéis com os nomes das vítimas. Olhar para aquele local me fez lembrar das centenas de matérias que li e assisti. Foi o dia mais estranho da viagem, porque não era um passeio turístico. Lembro-me de termos saído de lá mudas.

Nenhuma descrição de foto disponível.
As “piscinas” com cascatas simbolizam as lágrimas pelos que se foram

8- O melhor domingo da minha vida foi no Central Park! Passei uma manhã inteira caminhando e tirando fotos do cenário que tanto tinha visto (e continuo vendo) nos filmes e nas séries. Sem destino, sem mapa. Apenas andei, sentei na grama e nas pedras, vi e vivi.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Tranquilidade e um belo cenário 

9- Um dos arrependimentos que eu tenho foi não ter conhecido de perto a ponte do Brooklin. “É só uma ponte!”. Não, não é! Também não visitamos o parque Luna Park em Coney Island, no Brooklyn (uma das atrações mais tradicionais da cidade, pelo menos entre os americanos); o bondinho que vai para Roosevelt Island; o ginásio Madison Square Garden; e os bairros Soho, TriBeCa e Greenwich. Fica para a próxima!

Nenhuma descrição de foto disponível.
Quero atravessar a Brooklyn Bridge apreciando a vista para linha do horizonte de Nova York

10- Eu adoro contar esse episódio porque ele sempre me faz rir. Estávamos perambulando pela região de Lower Manhattan, quando avistei bem grande “National Museum of the Indian”.

– Ah! Eu quero ir! Vamos, prima?

– Renata, é índio americano, tá?

OPS!

Eu desisti de vistar o museu. Acreditava piamente que fosse ver cocares e zarabatanas tupiniquins. Na verdade, eu topava qualquer coisa. Mas viajar demanda tempo, planejamento, money, disposição e muita organização.

NY cansou meus pés, me fez gastar tudo e mais um pouco, mas não me tirou a certeza de que voltarei um dia para:

  • Caminhar pelo Central Park e visitar alguns dos pontos mais icônicos, como o memorial “Strawberry Fields”, a fonte Cherry Hill, o Bethesda Terrace e a estátua de “Alice no País das Maravilhas”.
  • Apreciar Manhattan do alto do Empire State Building. Observar a Big Apple do alto do mais famoso de seus arranha-céus é um programa imperdível!
  • Visitar o Metropolitan Museum of Art (ou Met, para os íntimos) e caminhar pelo “Great Hall” (a entrada principal do prédio), pelo “Charles Engelhard Court” (com suas inúmeras esculturas) e pelo “Templo de Dendur” (paraíso de amantes da história do Egito Antigo), entre outros. 
  • Ir ao Domino Park, no Brooklyn; Lincoln Center e estúdios do canal ABC na Times Square.

Boa parte dessas atrações pode ser encontrada no site Virtual NYC, criado pelo NYC & Company, órgão de promoção turística da cidade, especialmente para esse período de quarentena e restrições de viagem. 

Em nota:

Assisti recentemente ao último filme de Woody Allen, “Um Dia de Chuva em Nova York”, uma verdadeira carta de amor do cineasta à cidade de Nova York.

Rodado quase inteiramente em Manhattan, o filme retrata dois namorados, Ashleigh (Elle Fanning), uma atrapalhada estudante de jornalismo, e Gatsby (Timothée Chalamet), um jovem bon vivant e pedante.

Duvido muito você não ter vontade de conhecer NY depois de ver esse longa.

Conserve seus sonhos. Nunca se sabe quando irão fazer falta.

Aprendi a dizer adeus

Eu não queria ter saído da casinha branca e vermelha na Rua Francisco Leitão aos prantos. Mas saí.

Eu não queria ter deixado a redação de muro laranja após ter brigado com a minha ex-chefe. Mas deixei.

Eu não queria ter ido embora carregando um monte de caixas de revistas quando me despediram. Mas fui.

Eu não queria ter pego aquele avião de volta ao Brasil. Mas peguei.

Eu não queria ter subido naquele ônibus de volta a Jundiaí. Mas subi.

Eu não queria ter entrado naquele carro. Mas entrei.

Eu não queria ter descido naquele metrô. Mas desci.

Eu não queria ter virado aquela esquina. Mas virei.

“A vida é uma longa despedida de tudo aquilo que a gente ama”, disse sabiamente o poeta francês Victor Hugo.

E para isso temos braços longos, para os adeuses.

Não foi nada fácil dizer adeuses. Foram tantos tchau, até logo, obrigada por tudo, não se esqueça de mim, valeu, que perdi as contas.

Mas aprendi, a duras penas, que é necessário desapegar. Finalmente entendi que não existe mais um amanhã para ele.

Foi preciso, a duras custas, me despedir de pessoas queridas para poder ajustar a rota e seguir adiante.

Foram-se os amores, as amizades, os empregos.

As vontades, os sonhos e os planos escapuliram-se das minhas mãos.

Viver é um interminável deixar ir para deixar vir. Ciclos se fechando, outros se abrindo. Numa dança ininterrupta.

Perceber que um ciclo se finda para outro começar, cheio de possibilidades, faz parte da jornada.

Normalizar ciclos encerrados não é o mesmo que dizer que eles não foram importantes ou significativos, mas sim criar espaço para novos ciclos.

Sobre recomeço e novos rumos

Viver é se reinventar.

Novos caminhos chegam para que a vida se renove.

Só que o desconhecido assusta, dá medo, e por isso, apesar das frustrações, quase todos recorrem ao que já conhecem.

Ao longo da vida, fazemos essa travessia (de mudança) incontáveis vezes.

O útero materno vira uma bolsa apertada demais para a nossa necessidade de correr o mundo; o trabalho, que um dia nos fascinou, deixa de nos desafiar; o relacionamento, que antes nos preenchia, não faz mais nossa alma saltitar. E assim por diante.

Na verdade, ansiamos por terra firme, quando “quer estejamos consciente ou não, o chão está sempre se movimentando”, nos lembra a monja budista tibetana Pema Chödrön no livro A Beleza da Vida: A incerteza, a mudança, a felicidade (Gryphus).

A paralisia é contra o pulsar da vida. E o que não se move, congela. Sem movimento, não há mudança e nem renovação. Se percebemos a vida dessa forma, podemos vivê-la com naturalidade.

A vida em nós pedindo mais vida e solicitando nossa participação ativa, o que requer estofo emocional para bancarmos escolhas que podem alterar bastante o nosso jeito de viver e se relacionar.

Baques que fazem doer

A dor da perda é imensurável. Raivosa. Suaviza ao longo dos dias, graças às atividades do dia a dia, mas não desaparece nunca. A gente apenas aprende a viver com ela.

Tem uma hora – e dizem que essa hora sempre chega – que para de doer. A parte chata é que, até parar de doer, parece que não vai parar de doer nunca.

Algumas “perdas” são livramento. Mas isso é assunto para outro post.

A vida é um eterno: rasgar-se e remendar-se!

Eventually time will take the sting away

PODEMOS PERDER MUITA COISA NESSA INTENSA CAMINHADA, MAS O QUE NÃO DEVEMOS NUNCA PERDER É A FÉ!

Não te rendas!

O pior dos temporais aduba o jardim. Sérgio Sampaio.

(Foto: Fineas Anton/ Unsplash)

Abra-se para as mudanças – Por Zack Magiezi

Mudar

De casa

De roupa

De caminho

De certezas

Mudar

De carreira

De meias

De cabelos

De amores

Mudar

De cidade

De calçada

De óculos

De hábitos

Mudar

É deixar com que os lugares

Sintam a nossa falta

Mudar é ir

Ir para uma parte desconhecida

Da nossa própria Geografia

Mudar

para continuar sendo

A versão mais verdadeira

De quem somos.

Reportagem da Ilustrada, na Folha de S. Paulo, mostrou recentemente que quando as pessoas passam por separações amorosas, começam a curtir músicas que jamais tinham ouvido antes – não só canções, mas gêneros musicais inteiramente novos.

Não é apenas a “dor de corno” que reabre nosso gosto para o novo. Mudar de um emprego que se tornou parte de sua personalidade tem um impacto tão grave quanto. São rupturas que dão uma espécie de choque neuroestético, que funciona como um “control-alt-del”: “reseta” o sistema operacional de nosso cérebro e deixa a mente aberta a novidades, quase como uma mente que “saiu de fábrica”, por assim dizer.

“Eu me esforço para viver cada dia como se fosse uma vida completa” – Sêneca.

Em momentos de crise, nosso futuro é obscuro. Não podemos mais viver na expectativa sobre coisas melhores que virão.

A chave para a realização está em aceitar a incerteza: lidar com um dia por vez e aprender a valorizar cada momento de prazer que ele contém.

No fim das contas tudo se resume em aceitar a impermanência das coisas.

Jornada da Escrita Afetuosa + 3 textos

Sempre quis fazer o curso de Escrita Criativa e Afetuosa, da jornalista e escritora Ana Holanda. O curso é um mergulho profundo no processo de escrita.

Nos últimos dias, participei do projeto “jornada da escrita afetuosa”, comandado por ela. Foram cinco encontros online com orientações para que consigamos escrever sobre o momento em que estamos vivendo e, assim, lidar com isso com mais sanidade, equilíbrio e até mais humanidade. 

Ana fala sobre o medo de escrever, de se expor, de parecer piegas. Um encontro que me deu a coragem necessária para colocar minhas palavras, finalmente, no mundo.

Como ela diz: “A palavra nos salva”.

A diferença entre escritores reais e pessoas que sonham em se tornar escritoras é apenas uma: coragem.

Foto: Cathryn Lavery/ Unsplash

Quadrinho

Olho para um pequeno quadro sem moldura e não-terminado no quarto do meu namorado. Sob a tela, estão pintados um mar azul, uma areia dourada e uma cesta de piquenique com frutas vermelhas e toalha azul de bolinhas brancas. E, rascunhados a lápis, um guarda-sol e duas esteiras de deitar.

Fico pensando: quem pintou este quadrinho? Por que começou e não terminou, e por que eu nunca falei dele ao meu namorado? Frequento este quarto há quase cinco anos. Aqui, perdi a conta de quantas vezes já dormi e acordei. Aqui, chorei, ri e emoções eu vivi. Aqui, falei sobre assuntos diversos: da piada do pintinho à doença da minha vó. Mas nunca, nunquinha, perguntei sobre o quadro mal acabado e a sua autoria.

Eu só reparei de verdade nele hoje, porque colocamos uma mesinha bem de frente. Assim, posso usar o computador enquanto passo a quarentena no quarto do meu namorado. E, desse jeito, ficou inevitável ignorá-lo.

Eu poderia escrever sobre como ver a imagem de uma praia me lembrou dos inúmeros momentos em que vivi com os pés na areia (porque, sim, foram muitos!). Mas, confesso: não sou muito fã de praia.

Sinto-me a pior das criaturas ao abordar este assunto. Porém, como escrever é um ato de coragem, digo a todos em alto e bom som que praia e queijo não fazem parte da minha lista de coisas preferidas da vida. Agora estou pronta para ser apedrejada.

Se tem a chata da comida, a chata da escola, a chata da família, a chata da academia, a chata da limpeza, a chata do passeio, a chata das compras, a chata do relacionamento, por que eu não posso ser a chata da praia?

Tenho a minha cadeira de deitar e o meu guarda-sol. Não entro no mar, não tomo sol. Não gosto de vento, de correr e de reaplicar protetor solar.

Gosto de sombra, milho e biscoito de polvilho.

Gosto de caminhar, ler e observar o cenário.

Gosto de conversas amenas e cochiladas esporádicas.

Voltando ao quadrinho.

Meu namorado acaba de entrar no quarto. Poderia perguntar a ele, neste exato momento, sobre o tal objeto. Ele poderia me responder: “Ah, este quadro foi pintando pela minha tia. Sei lá porque não está terminado. Dever ter acabado a tinta ou enjoado de pintar”. Prefiro ficar quieta.

Desculpe-me, leitores. Mas não quero saber quem o fez. Imagino que quem os fez escolheu deixar assim, para que possamos refletir sobre coisas que não têm fim, apenas começo e meio, como histórias inacabadas, na qual não sabemos como tudo termina.

Odete

Eu pedi a minha mãe o WhatsApp da Odete, sua prima que mora em outra cidade. Ela me perguntou o porquê e respondi dizendo que gostaria de enviar a ela fotos do nascer e do pôr do sol. Simples assim.

Começamos a trocar mensagens: eu e Odete. Não escrevemos quase nada, no máximo “bom dia” e “boa noite”. Apenas enviamos uma a outra, de forma espontânea, fotos bonitas.

Eu adoro ver o laranja do pôr do sol. Sempre acho que Deus está ali presente.

A primeira vez que avistei Odete foi numa casa de repouso, onde uma tia nossa estava internada. Odete apareceu reluzente: loira, cabelos esvoançantes, olhos azuis, bochechas rosadas e fartas.

Depois, encontrei-a numa festa de aniversário da minha mãe. Odete sempre foi muito simpática comigo. Em nosso último encontro, eu estava bastante triste. Ao me ver, ele disse: “Renatinha, linda como sempre”.

Percebo que Odete, assim com as suas fotos de céu, aparecem na hora certa. Neste tempo duro no qual estamos vivendo, o gesto de Odete me afaga, mesmo à distância e sem palavras.

Foto: Mario Purisic/ Unsplash

O que eu aprendi na quarentena

Aprendi na quarentena a ser mãe de pet.

Nos últimos anos, eu quis ter um gato peludo branco, cujo nome seria Sushi ou Shoyu, ou um cachorro peludinho, fofinho, super comportado, o Ulisses.

Não movi uma palha para tê-los.

Na última semana, um vira-lata caramelo e branco, orelhudo, de dentes tortos e patas longas e finas, apareceu na minha vida. Eu e meu namorado herdamos o Pascal, Pacal, Paquito, Pasca, Pac, Paquí, Quiquito, Quito, Quí, Mozão Piludo, Píqui, Piquí, Pí, Piriquito, Piriquí.

Primeiramente, aprendi que cachorros soltam pelos por toda a casa. Cachorros lambem a gente quando estão felizes. Cachorros querem comer tudo o tempo todo. Cachorros fazem suas necessidades onde der na telha. Cachorros têm hora para dormir e para acordar (a dele). Cachorros querem brincar em momentos inoportunos. Cachorros têm seus brinquedos preferidos, e geralmente são os mais xexelentos. Cachorros precisam ter as patas lavadas antes de entrar em casa – e eles odeiam isso. Cachorros às vezes aparecem cheirando a carniça. Cachorros precisam tomar banho – e eles odeiam isso. Cachorros deixam a casa cheirando a cachorro. Cachorros sabem fazer cara de dó quando querem alguma coisa. Cachorros demandam money. Cachorros levam o dono para passear, e não o contrário. Cachorros levantam-se rapidamente quando você vai para a cozinha. Cachorros querem atenção. Cachorros vomitam à noite.

O combinado era deixar o Pascal lá fora, mas – aos pouquinhos – ele foi para a sala, para o quarto ao lado, até que, numa noite, eu o vi na beirada da cama.

Aprendi que ele quer ficar juntinho e, quando não está, eu o quero por perto.

Aprendi que quem cuida se torna potente.

Os animais de estimação têm sido o paradigma da companhia perfeita, afinal, eles nos são fiéis e nunca discordam.

Spending My Tenderness on Animals (Foto: Unsplash)

Duas de mim

(Foto: Abigail Low/ unsplash)

Tem uma Renata que se acha independente, forte e empoderada. Tem uma Renata calada e perdidamente apaixonada.

Tem uma Renata que adora uma mesa de trabalho bagunçada. Tem uma Renata que gosta de uma cama desarrumada.

Tem uma Renata que quer falar sobre bullying, homofobia, feminismo, racismo, veganismo. Tem uma Renata que quer se calar diante tudo isso.

Tem uma Renata com ambição. Tem uma Renata com coração.

Tem a Renata racional. Tem a Renata animal.

Tem a Renata que foca e decide. Tem a Renata que enrola e desiste.

São duas Renatas diferentes. A de calça jeans e a de shorts jeans. A de cabelo solto e a de cabelo preso.

A corajosa e a medrosa.

A confiante e a meliante.

A carente e a crente.

A gata e a rata.

A charmosa. A amorosa. A dengosa.

A desastrada. A perturbada. A sensata.

Tem a Renata sonhadora. Tem a Renata usurpadora.

A carismática e a asmática. A bem-humorada e a emburrada.

Tem duas de mim.

Duas ao mesmo tempo. Duas em tempos separados.

Duas que se fundem. Duas que se opõem.

Duas que se vêm. Duas que se vão.

Você sabe cuidar de si?

Gostar de si é a base do cuidado que podemos dedicar a nós mesmos e aos outros

A falta de conhecimento de si é um grande problema que vivemos enquanto sociedade que, ao mesmo tempo em que se pensa conectada, está mais desconectada do que nuca.

O Sol, o céu, a Lua, somos cercados por poderosas forças para contemplar e mergulharmos em nós mesmos para conhecermos o fundo de nosso próprio mar.

“Cuidar de si mesmo é a forma de tomar seu poder pessoal de volta”, escreveu Tadashi Kadamoto.

“Cuide de si mesmo como você cuidaria de alguém que você ama”, complementou.

Ser gentil com a gente mesmo é poderoso.

(Foto: Boris Smokrovic / Unsplash)

Já nos ensinou a escritora Audre Lorde que o autocuidado é revolucionário e buscar algo que nos eleve a alma é antídoto contra a dor.

“O autocuidado é revolucionário em seu poder curativo e transformador – quando nos nutrimos, nos tornamos o tipo de pessoa que aspiramos ser, revolucionando as próprias vidas”, escreveu Susy Reading, autora do livro Self-Care Solution: Smart Habits & Simple Practices do Allow You to Flourish (Solução de autocuidado: hábitos inteligentes e práticas simples para permitir que você floresça, em tradução simples).

“O autocuidado é uma arte porque nossas necessidades estão sempre mudando e é preciso uma percepção real para checar, perceber e depois tomar a ação apropriada e amorosa que nutre não apenas no momento, mas também a pessoa que estamos nos tornando”, disse Suzy.

Para mim, autocuidado é uma jornada diária de tentar entender cada vez mais o que me faz bem e mal. E sinto que faz muita diferença quando consigo respeitar minhas necessidades.

O autocuidado vira uma porta de entrada para nos conectarmos com quem somos e olhar nossas verdadeiras necessidades.

“A gente vive num mundo que nos chama o tempo todo. E uma dica é visitar a solidão que traz uma conexão mais profunda e delicada com a gente mesma”, falou a psicóloga Myrna Coelho.

“E se cuidar também é aceitar a vulnerabilidade”.

Cuidar de si é uma jornada de se enxergar, de nutrir um amor por você.

Cuide-se

Não se abandone

Permaneça

Supere as dificuldades

Admire o ser humano que você é

Zack Magiezi, poeta

Lembre-se: você tem uma resiliência – capacidade de se adaptar ou de se recuperar facilmente – muito maior do que imagina!

Se Deus criou o homem, uma parte de Deus reside em cada ser humano.

Mas, o que é Deus? Deus é luz. Deus é a própria luz, e uma parte dessa luz reside dentro de você; portanto, tenha mais confiança em si mesmo.

“Você abriga em si muito mais potencial do que já se deu conta. Você tem uma grande força interior capaz de modificar a si mesmo”, expressou Mestre Ryuho Okawa, da Happy Science.

Seja uma garota rebelde

É preciso conhecer o caminho percorrido por aquelas que nos antecederam. Aprender com mulheres que desafiaram seu tempo e construíram um legado e chão batido para que outras pudessem caminhar.

O livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes, das autoras Francesca Cavallo e Elena Favilli, reúne biografias de mulheres que provam a força de um coração confiante.

Ao ler esta obra, tudo o que podemos sentir é esperança e entusiasmo pelo mundo que estamos construindo.

Um mundo onde gênero não define quão alto você pode sonhar nem quão longe você pode ir.

Para as garotas rebeldes de todo o mundo:

“Você é a promessa

Você é a força

Não dê um passo atrás.

E, assim, todo mundo vai avançar”.

Sobre Eleanor Rooselvelt

  • Soube pensar, ser livre e independente.
  • Como primeira-dama, Eleanor fez discurso, viajou por todos os estados e tornou-se defensora dos direitos humanos. Ela acreditava que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, e estava determinada a promover esses direitos em todo o mundo.
  • Eleanor foi nomeada a delegada da ONU. Ela se tornou a presidenta da Comissão de Direitos Humanos e liderou a criação de um dos documentos mais importantes do século XX: a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  • Este belo documento inspirou governos a aprovarem leis que protegem a vida humana e encorajou cidadãos a tomarem providências quando seus direitos fundamentais lhes fossem negados. Graças a Eleanor – e ao incansável trabalho de muitos representantes de todo o mundo – liberdade, igualdade, dignidade, respeito e segurança se tornaram objetivos comuns para todas as pessoas em todas as nações.

“Todos os dias, faça uma coisa que te assuste”.

Sobre a ultramaratonista Lowri Morgan

  • Nasceu no Reino Unido, em 1975.
  • “A maior glória não está em nunca cair, mas no modo como nos levantamos”.
  • “Adoro olhar para trás, para o vale da montanha, e pensar ‘uau, não acredito que cheguei tão longe’”.

Sobre a mergulhadora Johanna Nordblad

  • Se não fosse pelo acidente, Johanna talvez não descobrisse o prazer de mergulhar no gelo. Ela diz que, às vezes, uma maldição na verdade pode ser uma benção disfarçada.

Sobre a empresária Madam C. J. Walker ( a série “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” está na Netflix)

  • A primeira mulher nos Estados Unidos que, tendo começado do zero, tornou-se milionária.
  • “Não estou satisfeita em ganhar dinheiro só para mim, eu me esforço para oferecer emprego a centenas de mulheres negras”.

Sobre a ginasta Nadia Comãneci

  • “É preciso descobrir sozinha seu próprio destino e a rota para chegar lá, pois ninguém mais sabe o caminho”.

Sobre a ativista Ruby Nell Bridges

  • “Não siga o caminho. Vá onde ainda não há um caminho e comece uma nova trilha”.

Sobre a relojoeira Corrie Tem Boom

  • Nasceu na Holanda/ 1892-1983.
  • “A medida da vida, afinal, não é sua duração, mas sua doação”.

Sobre a revolucionária Anita Garibaldi

  • Nasceu no Brasil.
  • 30/08/1821 – 04/08/1849.
  • “Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parada”.

Sobre Audrey Hepburn

  • 04/05/1929 – 20/01/1993.
  • “Conforme você cresce, vai descobri que tem duas mãos: uma para ajudar a si mesma e outra para ajudara os outros”.

Sobre a escritora Chimamada Ngozi Adichie

  • Nasceu na Nigéria em 15/09/1977.
  • “Algumas pessoas dizem que as mulheres devem ser subordinada aos homens porque é assim na nossa cultura Mas a cultura está sempre mudando! Cultura não faz as pessoas. As pessoas é que fazem a cultura!”.
  • “O racismo nunca deveria ter acontecido, então você não vai ganhar um parabéns por ajudar a reduzi-lo”.